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 Notícias com Baixa Repercussão
  15/07/2007
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PV alemão defende certificação internacional para etanol

 PV alemão defende certificação internacional para etanol
Em visita ao Brasil para conhecer a cadeia produtiva do etanol, membros do Partido Verde da Alemanha defenderam a criação de regras internacionais para garantir padrões ambientais, sociais e trabalhistas.

São Paulo " Energias renováveis, como os agrocombustíveis, são um instrumento fundamental para o processo de independização das populações mais pobres, e essenciais no combate ao aquecimento global. Estas foram as bases do discurso de Bárbara Höhn e Jürgen Trittin, membros do Partido Verde alemão, no debate "Álcool - Produção Sustentável e Comércio Internacional", ocorrido na última terça-feira (10), em São Paulo, e promovido pela Fundação Heinrich Böll em parceria com a Carta Maior.

O evento, que contou ainda com a participação de Temístocles Marcelos, secretário de Meio Ambiente da CUT, e Laura Tetti, consultora de meio ambiente da Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo), objetivou o aprofundamento da temática da expansão canavieira no Brasil, seus impactos sociais e ambientais e mecanismos de controle e saneamento dos passivos socioambientais.

Segundo Trittin, ex-ministro do meio ambiente e atual vice-líder da bancada do Partido Verde no Congresso, a Alemanha trabalha com a perspectiva de renovar 50% das suas fontes de energia, com um investimento prioritário em agrocombustíveis, que hoje atendem a apenas 2% do consumo do país.

Esta tendência, aliás, tem se afirmado nos debates sobre energia da União Européia, afirma Trittin, e, levando em conta as vantagens territoriais e climáticas dos países em desenvolvimento, a expansão do mercado de agrocombustíveis poderia ser uma oportunidade para a quebra das barreiras agrícolas dos países ricos.

Apesar de não se opor diretamente à exploração das oportunidades de mercado para o etanol, Temístocles Marcelos apresentou os questionamentos mais comuns acerca da atividade canavieira " concentração de terra, cultivo extensivo que leva à insustentabilidade ambiental, concorrência com a produção de alimento e, principalmente, os baixos padrões trabalhistas adotados pelo setor " como um fator limitante aos projetos grandiosos de expansão da cultura. Sobre a tão aclamada expertise do Brasil na área, Marcelos defendeu que o país invista mais em exportação de tecnologias do que do etanol.

Já Barbara Höhn, que, com o resto da delegação alemã, havia estado há pouco com cortadores de cana no interior de São Paulo, defendeu que os problemas socioambientais da atividade podem ser controlados através da convenção internacional de acordos e padrões trabalhistas e ambientais que regulamentem a atividade. Uma certificação internacional, acredita ela, deverá constranger as práticas ilegais e estimular a boa produção.

Por sua vez, a representante da Unica, Laura Tetti, questionou a eficácia dos mecanismos de certificação. Segundo ela, "ninguém cumpre a legislação ambiental, ela é feita para não ser cumprida", e no lugar de um sistema de certificação internacional sugeriu que fossem estipulados critérios socioambientais em cada contrato de compra e venda, para evitar a imposição de critérios internacionais sobre questões internas.

Afirmando que não é a intenção dos membros do PV nem do próprio partido interferir na regulamentação interna da atividade canavieira no Brasil, Trittin ponderou, porém, que os compradores estrangeiros do etanol brasileiro vão estar atentos às condições da cadeia produtiva, sem que isso signifique, no entanto, uma barreira não-tarifária.

Segundo os alemães, porém, é imperativo que a sociedade civil participe do ordenamento do setor, que do contrário estaria à mercê do mercado. Segundo eles, as energias renováveis são um instrumento fundamental dos países pobres para conquistar a independência e possibilitar o desenvolvimento. "A questão não é se investir nestas energias, mas como", diz Trittin, para quem as energias renováveis também são um fator gerador de paz, uma vez que seria impensável a invasão ou ocupação militar de um canavial. "As energias renováveis promovem o bem-estar, a paz e a independência", concluiu.
(Ecopress com informações da Agência Carta Maior - 16/07/07, às 9h30)



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