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Desde: 17/03/2000      Publicadas: 26928      Atualização: 01/12/2009

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 Notícias com Baixa Repercussão

  23/08/2007
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Petrobras planeja liderar as vendas mundiais de etanol


Presidente da estatal confirma investimento de US$ 1,6 bilhão em dois alcooldutos. A Petrobras vai construir dutos para reforçar a vantagem competitiva do Brasil como o maior exportador de etanol do mundo, disse ontem em Londres o presidente da empresa José Sérgio Gabrielli. A estatal busca reduzir seus custos de distribuição investindo perto de US$ 1,6 bilhão nos primeiros dois dutos do mundo destinados ao etanol que transportarão o biocombustível do interior do País aos portos para exportação.

O investimento faz parte do plano da Petrobras de assumir a liderança no mercado global de biocombustíveis. "Isso ampliará nossa vantagem competitiva mais ainda nos termos de custo de distribuição", disse Gabrielli numa entrevista em Londres. A Petrobras prevê rápido crescimento dos biocombustíveis nos próximos 13 anos, que se expandirão de menos de 5% do consumo mundial de combustível para cerca de 25% em 2020, disse o executivo.

Se o etanol for transportado via dutos em vez de caminhões, pode facilmente reduzir os custos de transporte em 20% a 30% por metro cúbico, conforme as estimativas da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo, ou Unica. O Brasil já é beneficiado pelos custos de distribuição comparativamente menores do que os dos Estados Unidos, o maior produtor de etanol do mundo, porque mais de 70% dos produtores brasileiros de etanol estão localizados nos estados de São Paulo e Minas Gerais, numa região próxima dos principais mercados internos de consumo e de terminais de exportação.

Em contraste, a produção de etanol baseada no milho dos EUA está localizada, na maior parte, no cinturão do milho do Meio-Oeste - Illinois, Ohio e Iowa - longe dos principais mercados de consumo do leste e do oeste, disse Gabrielli. Os EUA transportam a maior parte do etanol por caminhões para o Texas, onde é misturado com gasolina e distribuído para os mercados americanos.

"O mercado americano está gradualmente caminhando para misturar mais etanol com gasolina, mas o etanol americano baseado no milho enfrente obstáculos. Há obstáculos na produção e também grandes obstáculos em logística... Se os EUA decidirem usar (mais) etanol, eles terão de ou importar ou elevar muito a produção. Para elevar a produção americana, são necessários mais subsídios. Ou para importar, é necessário reduzir as tarifas", afirmou.

Ele destacou que o Brasil, segundo maior produtor de etanol do mundo, tem outra vantagem competitiva sobre seus pares, incluindo os EUA - o País produz etanol de cana-de-açúcar em vez de do milho. Os produtores de etanol podem extrair 8,2 unidades de energia de uma unidade de cana-de-açúcar comparado com 1,3 unidades de energia de uma unidade equivalente de milho, disse .

A Petrobras espera liderar o mercado em expansão vendendo e distribuindo etanol e ao mesmo tempo produzindo, vendendo e distribuindo biodiesel. A empresa ainda não produz etanol mas anunciou planos de tomar participações minoritárias em destilarias de etanol para garantir o abastecimento para seus clientes enquanto aumenta as exportações do combustível.

A petrolífera volta-se para o Japão como um de seus principais mercados de exportação de biocombustível. Junto com a japonesa Nippon Alcohol Hanbai criou a Brazil-Japan Ethanol para vender 20 milhões de litros de etanol ao ano antes de 2008.

Além disso, a Petrobras assinou memorandos de entendimento nos últimos meses com as corretoras japonesas Mitsui e Itochu, assim como com o Banco do Japão para estudar meios de financiar e assegurar os fornecimentos de etanol originados do Brasil para o mercado japonês.

Gabrielli disse que os EUA e a Europa são também mercados importantes mas difíceis de penetrar dados os níveis de tarifas e subsídios nos dois mercados. (Ecopress com informações da Gazeta Mercantil - 23/08/07, às 9h56)




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