Notícias com Baixa Repercussão
22/08/2007
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Japão está mais perto de incluir etanol em sua matriz energética
O Japão pode estar mais próximo de decidir incluir o etanol em sua matriz energética. O ministro de Negócios Estrangeiros do Japão, Taro Aso, está no Brasil para conhecer de perto o processo de produção e o mercado do álcool. Na última segunda-feira, ele visitou a fábrica da Toyota em Indaiatuba (SP) e testou modelos flex da montadora japonesa. Também visitou a Fazenda Tozan, de um membro da família Mitsubishi, que tem negócios com álcool no País em parceria com a Petrobras e com o Grupo São Martinho.
Ontem, depois de visitar uma das maiores usinas do País, a São Martinho, em Pradópolis (SP), ele almoçou com o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, na Fazenda Santa Izabel, fundada em 1897, em Guariba (SP).
Rodrigues garante que a visita de um ministro japonês pode sinalizar uma avanço nas negociações entre o Japão e o Brasil para que o país asiático inclua o álcool em sua matriz energética. "A grande preocupação japonesa refere-se às questões do meio ambiente. Mas é característica daquele país planejar tudo no longo prazo. Só toma decisões com absoluta segurança, mas precisa decidir se vai ou não vai entrar no álcool", diz Rodrigues, lembrando que os japoneses demoraram 26 anos para abrir o mercado de mangas para o Brasil. "Optando pelo álcool, com uma legislação compulsória, o Japão resolveria boa parte dos problemas ambientais", afirma Rodrigues.
Não seria difícil ao Brasil abastecer o mercado japonês. O Japão consome 60 bilhões de litros de gasolina por ano e se misturasse 3% de álcool na gasolina precisaria de 1,8 bilhão de litros de etanol por ano, o equivalente a 10% da produção brasileira. É óbvio que o Japão não vai querer depender só do álcool brasileiro. Mas é bom lembrar que a produção brasileira pode aumentar 50% em cinco anos.
Segundo Rodrigues, a relação Brasil-Japão pode ser resumida em dois grandes momentos históricos, envolvendo a agricultura. Primeiro foi a migração japonesa, que no ano que vem completa 100 anos. "Os japoneses trouxeram a tecnologia da produção de hortifrutigranjeiros e o cooperativismo".
Nos anos 1970, com financiamento do Japão, japoneses, filhos e netos ajudaram a abrir novas fronteiras agrícolas no Centro-Oeste do País, a partir do Programa de Desenvolvimento do Cerrado (Prodecer). "A partir daí, a produção de grãos no cerrado explodiu", lembra.
"Agora, Brasil e Japão têm a chance de construir o terceiro capítulo de sua história. Podemos criar um modelo de desenvolvimento energético capaz de mudar a geografia agrícola no planeta", diz Rodrigues.
Assim como propôs aos EUA a exploração do álcool no Caribe, Rodrigues proporá ao Japão o desenvolvimento da produção de etanol na Ásia. (Ecopress com informações da GAzeta Mercantil - 22/08/07, às 14h43)
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