| Login | Crie o seu Jornal Online FREE!

Ecopress
Desde: 17/03/2000      Publicadas: 26928      Atualização: 01/12/2009

Capa |  Cadastre-se  |  Eco Watch  |  Eco-Eventos  |  Ecolinks  |  Expediente  |  Newsletller  |  Notícias com Alta Repercussão  |  Notícias com Baixa Repercussão  |  Opiniões  |  Parceria


 Notícias com Baixa Repercussão

  16/07/2008
  0 comentário(s)


Fibra do Curauá pode transformar a realidade socioeconômica do Vale do Jari (PA)



Iniciativa coordenada pela Fundação Orsa gera renda para pequenos agricultores e pode contribuir para a fixação do homem no campo




Uma planta amazônica, antes utilizada apenas por povos indígenas da floresta, está mudando a realidade socioeconômica de dezenas de pequenos agricultores das comunidades no Vale do Jari (PA). Coordenado pela Fundação Orsa e parceiros o cultivo do curauá não exige o desmatamento da mata nativa, contribui com a revitalização de terras degradadas, além de não utilizar fertilizantes químicos em seu plantio. Em parceria com a Prefeitura Municipal e Emater de Almeirim, os técnicos da Fundação disseminaram passo-a-passo o processo de plantio e beneficiamento do curauá aos agricultores.

Atualmente, a colheita do curauá é comercializada para a empresa Pematec-Triangel situada no município de Santarém (Pará) que destina cerca de 90% da demanda ao setor automobilístico. A Volkswagen, GM e Honda compram painéis dianteiros (laterais de portas, porta-pacotes, tetos, porta-malas) de carros desenvolvidos com a fibra do curauá. Na região Amazônica a fibra do curauá também é utilizada na confecção de cordas para amarrar redes de dormir e cabos destinados ao manejo de animais, confecção de bolsas e tecidos artesanais.

Devido aos fatores de transformação e geração de renda com equilíbrio ambiental que a cultura do curauá pode trazer ao Vale do Jari e região, pesquisadores da Unicamp " Universidade de Campinas (SP) " já patentearam a técnica para substituir a fibra de vidro pela fibra da planta amazônica. Eles descobriram que a fibra do curauá é dez vezes mais barata que a fibra de vidro, além de ser biodegradável.

Levando-se em conta o potencial econômico, e seguindo a filosofia do Grupo Orsa (empresa que destina 1% de seu faturamento bruto a Fundação Orsa) que valoriza o desenvolvimento dos negócios como fator de transformação da sociedade, os plantios do curauá foram ampliados para garantir a viabilidade de produção e comercialização desta fibra, além de fomentar a geração de renda aos agricultores das comunidades locais. A Fundação cedeu as mudas para os agricultores em 2006 e hoje disponibiliza a máquina desfibradora para beneficiamento das folhas colhidas no Projeto Curauá.

Pouco mais de um ano após o início das atividades do Projeto Curauá, no Vale do Jari, os primeiros resultados já começaram a aparecer. Em agosto de 2007, os 15 pequenos agricultores que fazem parte do projeto iniciaram a colheita das folhas do curauá para o desfibramento. Juntos, os agricultores produziram aproximadamente 11 toneladas de fibra da planta nesta primeira colheita e receberam o equivalente a R$ 400 por mês. Cada um deles plantou meio hectare de curauá em julho de 2006, uma média de 12.500 plantas, que totaliza 187.500 mil mudas em 7,5 hectares.
No último mês de novembro, a Fundação Orsa, com apoio da Prefeitura de Almeirim e da Pematec-Triangel, comprou outras 200 mil mudas e envolveu mais 16 agricultores no plantio de 8,5 hectares, além da manutenção e ampliação da área plantada no ano anterior. A expectativa é de que, após o segundo ano de plantio, estes 16 agricultores dupliquem a área plantada e passem a colher 16 hectares de curauá, gerando 64 toneladas de fibra por ano. O montante seria equivalente a R$ 256 mil ou uma renda bruta anual de R$ 16.000 para cada agricultor.

O Grupo

Com 26 anos de atuação e capital integralmente nacional, o Grupo Orsa é uma das principais organizações brasileiras no setor de madeira, celulose, papel e embalagens. As quatro empresas do Grupo " Orsa Celulose, Papel e Embalagens; Jari Celulose; Orsa Florestal e Fundação Orsa " atuam de forma integrada, em linha com uma mesma filosofia, que valoriza o desenvolvimento dos negócios como fator de transformação da sociedade. Esse compromisso com a evolução humana e social se afirma por meio da destinação anual de 1% do faturamento bruto do Grupo, independentemente dos resultados financeiros, para a Fundação Orsa, que investe esse capital no desenvolvimento e na implementação de tecnologias sociais inovadoras, em parceria com agentes públicos e privados. (Ecopress - Anna Karina Spedanieri - 16/07/08, às 22h30)


Acesse www.fundacaoorsa.org.br


  Mais notícias da seção Amazônia no caderno Notícias com Baixa Repercussão
25/04/2007 - Amazônia - Expedição vai rastrear umidade amazônica
Nova etapa do projeto Brasil das Águas pretende monitorar correntes de ar que impulsionam "rios voadores" do Norte para o Sul do País...
18/03/2007 - Amazônia - Para preservar Amazônia, Brasil depende de dinheiro estrangeiro
Europa, EUA e Japão enviaram R$ 108,9 milhões à floresta, enquanto 9 Estados aplicaram juntos R$ 96,4 milhões ...



Capa |  Cadastre-se  |  Eco Watch  |  Eco-Eventos  |  Ecolinks  |  Expediente  |  Newsletller  |  Notícias com Alta Repercussão  |  Notícias com Baixa Repercussão  |  Opiniões  |  Parceria


Busca em

  
26928 Notícias