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Desde: 17/03/2000      Publicadas: 26928      Atualização: 01/12/2009

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 Notícias com Baixa Repercussão
  11/06/2007
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EUA dobrarão oferta de etanol em 18 meses

Produção americana deverá chegar a 43,5 bilhões de litros, com a construção de 80 novas usinas. Os Estados Unidos irão mais do que dobrar a produção de etanol de milho em 18 meses, informa Ken McCauley, presidente da National Corn Growers Association (NCGA), entidade que reúne os produtores de milho americanos. "Hoje, temos nos Estados Unidos 119 usinas, com capacidade de produção de 5,5 bilhões de galões (20,8 bilhões de litros) de etanol por ano. Em 18 meses, outras 80 unidades entrarão em operação e passarão a produzir mais 6 bilhões de galões (22,7 bilhões de litros) de etanol", disse McCauley. Significa que produção americana de biocombustível saltará no período 109,1%, para 43,5 bilhões de litros.

Este volume representa um terço da previsão daquele país para 2017, de 132,5 bilhões de litros. Ressalve-se que, pelos planos do presidente George W. Bush de reduzir em 20% o consumo de gasolina em dez anos, a produção por etanol em 2017 chegaria a 79,5 bilhões de litros, sendo que os restantes 53 bilhões de litros (para completar o total de 132,5 bilhões de litros de biocombustíveis) viriam de outras fontes, como por exemplo, o álcool de celulose, cuja tecnologia ainda não está completamente desenvolvida.

Caso a previsão se confirme, a produção de etanol de milho a ser alcançada em 18 meses, segundo McCauley, representa 54,7% do total estimado para ser produzido em dez anos. "Isto é fantástico", disse MacCauley.

Preços em queda

A velocidade com que a produção de etanol avança nos Estados Unidos assusta os empresários, porque acreditam que pode inibir novos investimentos no Brasil. A maior oferta do combustível no Brasil e nos Estados Unidos também levou a uma brusca queda dos preços do produto no mercado interno.

Na semana passada, o preço do álcool hidratado nas usinas paulistas caiu mais 0,61% e rompeu a barreira dos R$ 0,60 o litro, livre de impostos. Foi cotado a R$ 0,594 o litro.

A queda acelerada dos preços se deve, além da ação das distribuidoras, à expectativa de recuo das exportações do combustível, que no ano passado somara 3,5 bilhões de litros. Como os Estados Unidos mantêm sobretaxas aduaneiras sobre o álcool brasileiro, as exportações do combustível poderão perder velocidade.

Obstáculos à vista

Eduardo de Carvalho, presidente demissionário da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) já havia alertado, semanas atrás, que o setor sucroalcooleiro deverá enfrentar dois anos de dificuldades, com possíveis "acidentes de percurso", devido à falta de mercado cativo importador e aos baixos preços do álcool. "Mas eu não estou pensando no agora. O negócio é para o futuro", disse Carvalho que anunciou na semana passada seus planos de se tornar usineiro e sociedade com três ex-executivos da Coimex.

Eficiência comprovada

McCauley qualificou como "fantástico" o processo de produção de açúcar, álcool e energia elétrica a partir da cana-de-açúcar no Brasil. Na semana passada, depois de participar de evento promovido pela Unica, o Ethanol Summit, em São Paulo, McCauley visitou a Usina São Martinho, em Pradópolis, no interior paulista. "Nunca tinha visto. Estou muito impressionado em ver a cana moída se transformar nessa quantidade toda de energia", afirmou.

A São Martinho, uma das maiores e mais modernas usinas do mundo, processou na última safra mais de 7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, que resultaram numa produção de 500 mil toneladas de açúcar e 286 milhões de litros de álcool.

Segundo MacCauley, o aumento da produção de etanol nos Estados Unidos está ligado também aos ganhos de produtividade. Ele espera que os EUA dobrem, em cinco anos, a produtividade atual, que é de 450 galões por acre, ou 4,3 mil litros de etanol por hectare de milho.

No Brasil, há usinas cuja produtividade passa dos 9 mil litros de etanol por hectare de cana. E esses volumes crescem ano a ano. Além disso, o álcool de cana brasileiro oferece vantagens no campo ambiental e no balanço energético.
(Ecopress com informações da Gazeta Mercantil - SP - 11/06/07, Às 14h13)



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