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Desde: 17/03/2000      Publicadas: 26928      Atualização: 01/12/2009

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 Notícias com Baixa Repercussão

  28/08/2007
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Estudo mede impacto da ocupação humana na costa brasileira


Estudo mede impacto da ocupação humana na costa brasileira
Cerca de 70% da população brasileira está assentada nos municípios costeiros ou próximos deles, ao longo de 17 Estados. Com isso, são freqüentes e intensos os impactos indesejados dessa ocupação. Para estudar os efeitos dessa ocupação e propor iniciativas que os minimizem, uma rede formada por 220 pesquisadores e 17 instituições promoveu a primeira iniciativa de grande alcance para um estudo integrado do ambiente costeiro brasileiro.

A rede constituiu o projeto "Uso e Apropriação de Recursos Costeiros - RECOS", um dos Institutos do Milênio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), coordenado pelo Professor da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Jorge Pablo Castello.

niciado em 2002, o Instituto desenvolveu estudos padronizados de diagnóstico e caracterização, oferecendo protocolos para seu monitoramento e manejo mais racional das situações de conflito nas áreas temáticas de Modelo Gerencial da Pesca; Maricultura Sustentável; Monitoramento, Modelagem, Erosão e Ocupação Costeira; e Qualidade Ambiental e Biodiversidade, atendendo a quatro dos cinco tópicos reconhecidos como prioritários na região costeira brasileira pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). As pesquisas foram financiadas pelo CNPq, envolvendo um total de R$ 6,3 milhões.

Um dos principais objetivos do projeto foi o exame dos problemas criados pela presença humana ao longo do extenso litoral brasileiro, de aproximadamente 8 mil km. A costa representa, ainda, uma interface entre dois ecossistemas importantes, o continental e o marinho. "Numa faixa que abrange aproximadamente de 50 a 100 Km na parte emersa e da costa até a borda da plataforma continental, na parte submersa, acontecem muitos fenômenos naturais e antrópicos que são de relevância para as sociedades humanas e os próprios ecossistemas", explica Jorge Castello, que é Pesquisador nível 1 do CNPq.

Castello destaca que, além dos resultados obtidos por cada grupo de trabalho, "um dos dos produtos mais importantes desse projeto foi a oportunidade ímpar de estabelecer vínculos profissionais e acadêmicos, ou seja uma rede de fato", conclui.

Tanto que, após finalizado o projeto no âmbito do Instituto do Milênio do CNPq, três dos quatro grupos temáticos - Maricultura, Pesca e Monitoramento, modelagem e ocupação costeira - continuam trabalhando juntos, seja com desdobramentos do Projeto RECOS como em novas propostas.

Os projetos do RECOS têm contribuído, também, pelo gnúmero de publicações, destacando-se a produção de três livros: "A Pesca Marinha e Estuarina do Brasil no Início do Século XXI: Recursos, Tecnologias, Aspectos Socioeconômicoe e Institucionais", " Sistemas de Cultivos Aqüícolas na Zona Costeira do Brasil: Recursos, Tecnologias, Aspectos Ambientais e Sócio-Econômicos" e "Avaliação Ambiental de Estuários Brasileiros: diretrizes metodológicas".

Resultados

Os estudos dos Institutos relacionados à pesca, prática que mobiliza um segmento considerável da economia dos municípios e estados costeiros, resultaram em um importante diagnóstico do setor.

Apesar do potencial do Brasil para a pesca - dados do IBGE mostram que o país possui cerca de 313 mil pescadores diretamente envolvidos na pesca de pequena escala e aproximadamente 35 mil na pesca industrial - o país vem perdendo volume de produção pesqueira marinha. De cerca de 700 mil toneladas na década de 80, o Brasil produziu na última década 500 mil toneladas.

Segundo as pesquisas realizadas pelo RECOS, as causas estão relacionadas, entre outras, com a degradação dos habitats costeiros, a maior quantidade de embarcações e com os avanços nos recursos tecnológicos, que se refletem tanto na pesca de pequena como de grande escala, e políticas equivocadas de desenvolvimento insustentável.

Quanto à gestão da pesca, um dos maiores problemas é a extrema diversidade social, econômica, ambiental e tecnológica das pescarias, que representa um grande desafio, requerendo, além de uma mudança de paradigma sobre o processo de gestão, a implementação de soluções criativas e focalizadas.

Os resultados deste estudo levantam importantes questões sobre o manejo pesqueiro que devem nortear as políticas públicas de gestão nas próximas décadas. "Mais que estabelecer um modelo único, é necessário entender cada vez mais profundamente a enorme diversidade dos sistemas de produção pesqueira em todos os seus aspectos tecnológicos, biológicos, ecológicos, sociais e econômicos", finaliza o Professor Castello.

Outros diagnósticos

O grupo temático "Maricultura Sustentável" abordou diferentes aspectos que condicionam a sustentabilidade das práticas de cultivo marinho, que vem crescendo cerca de 10% ao ano no Brasil, em especial a carcinicultura (camarões) e mitilicultura (mexilhões).

Os pesquisadores do projeto abordaram questões como impactos da aqüicultura costeira sobre a biodiversidade, a qualidade da água e as formas de uso dos recursos costeiros apropriados pela aqüicultura.


Os estudos em "Qualidade Ambiental e Biodiversidade" avaliou a saúde ambiental das águas costeiras e seu impacto sobre a diversidade da fauna e flora aquática costeira. Este estudo foi gerado como um instrumento para permitir um mínimo de padronização e comparações entre ecossistemas estuarinos diferentes. A abordagem resultou no biomonitoramento de cinco regiões em diferentes latitudes na costa brasileira: Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Pernambuco e Pará.

No âmbito do grupo de estudo relacionado à "Modelagem, Monitoramento, Erosão e Ocupação Costeira", foram realizados trabalhos em modelagem oceânica de agitação marítima e marés meteorológicas, acompanhamento do perfil das praias para avaliação de sua evolução, e quanto ao uso e ocupação do solo em diversos setores da costa distribuídos nos estados de Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Oito trabalhos foram produzidos e estão sendo publicados num volume especial da Revista Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Federal do Paraná.

Legenda: Fazenda de criação de camarões
(Envolverde/CNPq)
Estudo mede impacto da ocupação humana na costa brasileira

Cerca de 70% da população brasileira está assentada nos municípios costeiros ou próximos deles, ao longo de 17 Estados. Com isso, são freqüentes e intensos os impactos indesejados dessa ocupação. Para estudar os efeitos dessa ocupação e propor iniciativas que os minimizem, uma rede formada por 220 pesquisadores e 17 instituições promoveu a primeira iniciativa de grande alcance para um estudo integrado do ambiente costeiro brasileiro.

A rede constituiu o projeto "Uso e Apropriação de Recursos Costeiros - RECOS", um dos Institutos do Milênio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), coordenado pelo Professor da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Jorge Pablo Castello.

niciado em 2002, o Instituto desenvolveu estudos padronizados de diagnóstico e caracterização, oferecendo protocolos para seu monitoramento e manejo mais racional das situações de conflito nas áreas temáticas de Modelo Gerencial da Pesca; Maricultura Sustentável; Monitoramento, Modelagem, Erosão e Ocupação Costeira; e Qualidade Ambiental e Biodiversidade, atendendo a quatro dos cinco tópicos reconhecidos como prioritários na região costeira brasileira pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). As pesquisas foram financiadas pelo CNPq, envolvendo um total de R$ 6,3 milhões.

Um dos principais objetivos do projeto foi o exame dos problemas criados pela presença humana ao longo do extenso litoral brasileiro, de aproximadamente 8 mil km. A costa representa, ainda, uma interface entre dois ecossistemas importantes, o continental e o marinho. "Numa faixa que abrange aproximadamente de 50 a 100 Km na parte emersa e da costa até a borda da plataforma continental, na parte submersa, acontecem muitos fenômenos naturais e antrópicos que são de relevância para as sociedades humanas e os próprios ecossistemas", explica Jorge Castello, que é Pesquisador nível 1 do CNPq.

Castello destaca que, além dos resultados obtidos por cada grupo de trabalho, "um dos dos produtos mais importantes desse projeto foi a oportunidade ímpar de estabelecer vínculos profissionais e acadêmicos, ou seja uma rede de fato", conclui.

Tanto que, após finalizado o projeto no âmbito do Instituto do Milênio do CNPq, três dos quatro grupos temáticos - Maricultura, Pesca e Monitoramento, modelagem e ocupação costeira - continuam trabalhando juntos, seja com desdobramentos do Projeto RECOS como em novas propostas.

Os projetos do RECOS têm contribuído, também, pelo gnúmero de publicações, destacando-se a produção de três livros: "A Pesca Marinha e Estuarina do Brasil no Início do Século XXI: Recursos, Tecnologias, Aspectos Socioeconômicoe e Institucionais", " Sistemas de Cultivos Aqüícolas na Zona Costeira do Brasil: Recursos, Tecnologias, Aspectos Ambientais e Sócio-Econômicos" e "Avaliação Ambiental de Estuários Brasileiros: diretrizes metodológicas".

Resultados

Os estudos dos Institutos relacionados à pesca, prática que mobiliza um segmento considerável da economia dos municípios e estados costeiros, resultaram em um importante diagnóstico do setor.

Apesar do potencial do Brasil para a pesca - dados do IBGE mostram que o país possui cerca de 313 mil pescadores diretamente envolvidos na pesca de pequena escala e aproximadamente 35 mil na pesca industrial - o país vem perdendo volume de produção pesqueira marinha. De cerca de 700 mil toneladas na década de 80, o Brasil produziu na última década 500 mil toneladas.

Segundo as pesquisas realizadas pelo RECOS, as causas estão relacionadas, entre outras, com a degradação dos habitats costeiros, a maior quantidade de embarcações e com os avanços nos recursos tecnológicos, que se refletem tanto na pesca de pequena como de grande escala, e políticas equivocadas de desenvolvimento insustentável.

Quanto à gestão da pesca, um dos maiores problemas é a extrema diversidade social, econômica, ambiental e tecnológica das pescarias, que representa um grande desafio, requerendo, além de uma mudança de paradigma sobre o processo de gestão, a implementação de soluções criativas e focalizadas.

Os resultados deste estudo levantam importantes questões sobre o manejo pesqueiro que devem nortear as políticas públicas de gestão nas próximas décadas. "Mais que estabelecer um modelo único, é necessário entender cada vez mais profundamente a enorme diversidade dos sistemas de produção pesqueira em todos os seus aspectos tecnológicos, biológicos, ecológicos, sociais e econômicos", finaliza o Professor Castello.

Outros diagnósticos

O grupo temático "Maricultura Sustentável" abordou diferentes aspectos que condicionam a sustentabilidade das práticas de cultivo marinho, que vem crescendo cerca de 10% ao ano no Brasil, em especial a carcinicultura (camarões) e mitilicultura (mexilhões).

Os pesquisadores do projeto abordaram questões como impactos da aqüicultura costeira sobre a biodiversidade, a qualidade da água e as formas de uso dos recursos costeiros apropriados pela aqüicultura.


Os estudos em "Qualidade Ambiental e Biodiversidade" avaliou a saúde ambiental das águas costeiras e seu impacto sobre a diversidade da fauna e flora aquática costeira. Este estudo foi gerado como um instrumento para permitir um mínimo de padronização e comparações entre ecossistemas estuarinos diferentes. A abordagem resultou no biomonitoramento de cinco regiões em diferentes latitudes na costa brasileira: Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Pernambuco e Pará.

No âmbito do grupo de estudo relacionado à "Modelagem, Monitoramento, Erosão e Ocupação Costeira", foram realizados trabalhos em modelagem oceânica de agitação marítima e marés meteorológicas, acompanhamento do perfil das praias para avaliação de sua evolução, e quanto ao uso e ocupação do solo em diversos setores da costa distribuídos nos estados de Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Oito trabalhos foram produzidos e estão sendo publicados num volume especial da Revista Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Federal do Paraná. (Ecopress com informações da CNPq - 29/08/07, às 8h50))



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