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Desde: 17/03/2000      Publicadas: 26928      Atualização: 01/12/2009

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 Notícias com Baixa Repercussão

  10/01/2003
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Associação levantará impactos ambientais


Rio de Janeiro, 02/12/2002 - O Comitê Brasileiro da Gestão Ambiental (ABNT/CB-38), empresas, Universidades e o Ministério de Ciência e Tecnologia decidiram, em Seminário realizado em 29/11/2002, no Rio de Janeiro, criar a Associação Brasileira de Ciclo de Vida - ABCV, sociedade sem fins lucrativos que vai coordenar o trabalho de implantação da Avaliação do Ciclo de Vida das principais cadeias produtivas brasileiras.

Segundo o superintendente do CB-38, Haroldo Mattos de Lemos, é importante que as empresas brasileiras se prepararem para a rotulagem ambiental baseada na avaliação do ciclo de vida. Esta é uma tendência mundial e o ideal é começar com formação de pessoal, criando as declarações ambientais de produto e apoiando a criação de institutos nacionais para desenvolver as informações do ciclo de vida de cada principal cadeia produtiva.

Objetivo da Associação

A Petrobras, por exemplo, buscando sempre o aperfeiçoamento das suas ferramentas para o meio ambiente, pretende produzir o ciclo de vida do diesel, fundamental para a cadeia produtiva dos transportes, segundo Luis César Stano, Coordenador para Desenvolvimento Sustentável da empresa. Outras formas de energia devem produzir os estudos dos impactos ambientais ao longo da sua cadeia produtiva, determinando emissões de partículas, terras inundadas e outras intervenções na natureza para a produção de cada kilowatt. O levantamento servirá de base para todas as indústrias que usam energia elétrica nos seus processos de produção.

A decisão de criar a ABCV começa com uma discussão entre empresas, universidades e o Governo para dimensionar o investimento, que, sabidamente, é elevado, incluindo a formação de recursos humanos, usando a estrutura já existente nas universidades. O levantamento de dados será realizado pelas empresas, sendo necessário algum tipo de estímulo público às empresas que realizarem esses investimentos.

Os investimentos em Avaliação do Ciclo de Vida possibilitam maior compreensão e planejamento do sistema de produção e dos processos, promovendo aumento de produtividade, além de garantir às empresas brasileiras a obtenção dos certificados e selos ambientais que assegurem sua entrada nos mercados dos países industrializados.

A mudança de Governo não afeta a decisão de constituir a Associação, mesmo porque os temas do meio ambiente e da competitividade internacional integram a agenda política da nova administração. A Associação dá uma visão abrangente sobre a questão, criando elementos para estudo nos escalões decisórios dos diversos segmentos da sociedade que dele participam.

Entidades fundadoras

A Associação Brasileira de Ciclo de Vida tem como entidades fundadoras as seguintes organizações:

 Empresas: Petrobras, Furnas, Siemens, Bureau Veritas, BahiaSul, CVRD, Eletrobrás, CSN, Deten., Natura e CBL.
 Órgão de classe: ABIQUIM, FIEMG, FIRJAN, FIESP, CNI, IBS, CNC e SENAI.
 Universidades: UFRJ, USP, UFMG, UFBA, UFSC, COPPE-UFRJ e UFRGS.
 Governo: IPT, INMETRO, Ministérios de Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e Educação e IBICT.
 Entidades de pesquisas e ONG’s: Ital/Cetea e Cempre.


Ciclo de vida será exigência mundial

A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é um novo patamar de exigência internacional a fornecedores de matérias primas ou de partes em produtos "globais" e poderá influenciar a competitividade das exportações brasileiras. Entre as aplicações da ACV, encontra-se a rotulagem ambiental, indicada na “Política Integrada de Produtos”, da União Européia, e irá se tornar uma norma internacional da série ISO 14000.

Os países membros do comitê técnico ambiental da ISO aprovaram, por 24 a 7 votos, em 14/11/2002, o desenvolvimento da norma técnica de Rotulagem Ambiental do tipo III (ISO 14025). Em seis meses, a primeira versão dessa nova regra estará sendo apresentada ao debate internacional.

O Comitê Brasileiro da Gestão Ambiental (CB-38) alerta para a necessidade do país se preparar a atender essa exigência. O primeiro passo foi o Seminário, com a participação do Ministério de Ciência e Tecnologia, empresas, universidades e entidades de pesquisa. O CB-38 e a USP lançam a idéia da Associação Brasileira de Ciclo de Vida (ABCV), entidade que irá coordenar os esforços de todos interessados, principalmente as indústrias siderúrgicas, químicas, petroquímicas, celulose/papel, têxteis e automobilísticas.

A Avaliação do Ciclo de Vida permite a gestão responsável da cadeia de fornecedores, processos produtivos, matérias primas e fontes de energia. Na rotulagem ambiental, todos esses impactos ambientais, incluindo o destino final dos produtos e resíduos do processo produtivo, são publicados e divulgados aos consumidores.


O avanço das normas ambientais

Há dez anos atrás, não havia certificação da gestão ambiental nem padrão ISO, com normas internacionais, para atividades destinadas a melhorar a relação das empresas com o meio ambiente. Hoje, no mundo, existem mais de 37mil unidades certificadas com o ISO 14001, que trata da gestão ambiental. No Brasil, representantes da Confederação Nacional da Indústria estimaram que as empresas preocupadas com o meio ambiente investem cerca de 2% das suas receitas para promover o gerenciamento da sua produção dentro de critérios de proteção ambiental.


O Comitê Técnico do ISO 14000 (TC 207) é o maior da estrutura de entidade internacional de normalização. Com 66 países participantes, 14 países observadores e 42 organizações de ligação, reflete a importância internacional das Ferramentas e Sistemas da Gestão Ambiental. A visão que orienta o ISO 14000 é facilitar o comércio mundial, contribuindo para o desenvolvimento sustentável.

Segundo o superintendente do Comitê Brasileiro da Gestão Ambiental (CB-38) da ABNT, Haroldo Mattos de Lemos, a norma internacional ISO 14000 passou a ter maior influência nas relações internacionais de comércio, em virtude das disposições do Acordo sobre Barreiras Técnicas (TBT) da Organização Mundial do Comércio (OMC). As normas internacionais da gestão ambiental servem de base para o acordo, que busca a harmonização de regulamentos, normas e procedimentos de avaliação de conformidade, entre todos os membros da OMC, estimulando sua elaboração baseada em normas internacionais.

Barreiras técnicas, principalmente ligadas à questão ambiental, estão sendo, cada vez mais, utilizadas por países desenvolvidos, com o objetivo de proteger seus mercados internos e reduzir as importações, particularmente dos países menos desenvolvidos.

Sendo assim, a certificação de normas, como a ISO 14001, é uma poderosa ferramenta para preparar empresas a superar essas barreiras, proporcionando melhor competição nos mercados interno e externo, melhor desempenho ambiental, redução de custos e riscos.

Na reunião da 10a. Plenária do ISO/TC 207, em Joanesburgo, em junho de 2002, foi proposto um plano para encorajar indústrias a melhorarem suas performances ambiental e social, através de iniciativas voluntárias, como a certificação das normas ISO 14000. O desenvolvimento sustentável é um dos maiores desafios da humanidade. Toda a sociedade bem informada tem consciência desse fato e os consumidores vêm reagindo de forma concreta, dando sua preferência a empresas que apresentam preocupação em proteger o meio ambiente.


Fonte:
Ivan Leão (Ivens Consult)
Mail: ivan@ivens.inf.br
Tel: (21) 2262-4798 / 9979-4486
Mariana Sobreira – mariana@ivens.inf.br




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