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Desde: 17/03/2000      Publicadas: 26928      Atualização: 01/12/2009

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 Notícias com Alta Repercussão

  25/08/2009
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Governo vai impedir produção de cana na Amazônia e no Pantanal

Zoneamento agroecológico da cana deve ser
anunciado em setembro.
O plantio também não será permitido na região
da Bacia do Alto Paraguai.

O governo já bateu o martelo sobre o novo zoneamento agroecológico da cana de açúcar, que não
vai permitir a extensão da produção dessas lavouras nas áreas da Amazônia e do Pantanal. Com
isso, mais de 81% do território nacional ficam bloqueados para a produção de cana.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu os ministros da Agricultura,
Reinold Stephanes, e do Meio Ambiente, Carlos Minc, para fechar questão sobre o tema. As novas
regras devem ser divulgadas até meados de setembro. O governo ainda não sabe se o
zoneamento será regido por um decreto presidencial ou por um projeto de lei.



Segundo integrantes do governo, o novo zoneamento só vale para as futuras áreas de expansão do
plantio. Ou seja, áreas já cultivadas na região do bioma Amazônia e do Pantanal não serão
bloqueadas.

O G1 apurou com um dos participantes da reunião que os ministro superaram as divergências
sobre a ampliação da área permitida para receber plantio de cana no país. O objetivo do
zoneamento é apontar as áreas em que a produção da cana pode ser expandida até 2017.

Pelos cálculos do governo, cerca de 8 milhões de hectares do território brasileiro são usados para
plantar cana, pouco menos de 1% do total da área plantada no país. Por acreditar num aumento
expressivo do mercado externo para os biocombustíveis nos próximos anos, o governo pretende
que a produção de cana dobre nos próximos anos. E, por isso, está fazendo um zoneamento
agroecológico que permite a ampliação da área plantada, que segundo os estudos governamentais
pode crescer em até 7 milhões de hectares nos próximos oito anos.

Posição isolada

Um dos motivos de contenda entre Stephanes e Minc era a liberação de produção de cana de
açúcar na Bacia do Alto Paraguai, no Mato Grosso. É uma área equivalente ao estado de Alagoas,
que concentra muitas nascentes que deságuam no Pantanal.

Stephanes defendia o zoneamento que preserva o Pantanal e o bioma Amazônia, mas queria que a
região do Alto Paraguai fosse excetuada pelo potencial produtivo. A posição do ministro da
Agricultura era isolada. Minc e outros ministros eram contra essa exceção e convenceram Lula.

"Estou determinado a ser contra qualquer mudança que atinja o Pantanal", disse Lula aos ministros
na reunião. Segundo auxiliares da presidência, dois motivos levaram o governo a decidir pela
proteção total ao Pantanal e a Amazônia.

Um deles é que o Brasil precisa manter um discurso ambiental forte para defender a ampliação da
produção de etanol frente a outros combustíveis no mundo. Isso abriria portas para exportação do
etanol brasileiro.

O outro motivo que levou o governo a evitar a exceção pedida por Stephanes é que não havia
necessidade de usar parte do bioma Pantanal na extensão da produção, já que os 7 milhões de
hectares disponíveis em outras áreas já são suficientes para dobrar a produção até 2017. A
discussão sobre o novo zoneamento agroecológico da cana já dura mais de um ano.





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