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Desde: 17/03/2000      Publicadas: 26928      Atualização: 01/12/2009

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 Eco Watch

  16/12/2007
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Lei que exige aquecimento solar em SP pode atrasar


Aguardando regulamentação desde julho, quando foi sancionada, a chamada Lei Solar pode demorar a entrar em prática. O projeto, da prefeitura de São Paulo, determina a instalação de aquecimento solar nas novas construções que forem feitas na cidade de São Paulo.

Um grupo formado por sete entidades ambientais - entre elas, Greenpeace Brasil e Amigos da Terra Amazônia Brasileira - enviou na terça-feira uma carta ao prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), elogiando a proposta mas pedindo que a regulamentação da lei não seja esquecida.

Pelo projeto, no mínimo 40% do aquecimento das novas construções deve ser por geração solar, além do elétrico ou a gás. A iniciativa faz parte do programa da prefeitura para diminuir a dependência da cidade de fontes não sustentáveis e poluentes.

Potencial pouco utilizado

Para Décio Rodrigues, ambientalista do instituto Vitae Civilis, um dos signatários da carta à prefeitura, o Brasil tem um grande potencial solar mas é muito pouco explorado.

Aqui, o sol bate sem a interferência de nuvens a uma média de 8 horas diárias ao longo do ano, e a extensão de placas coletoras soma 3,6 milhões m, o que equivale a 1,2 m de fornecimento para cada 100 mil habitantes.

Na Áustria, a média de insolação é de duas horas diárias - quatro vezes menos que no Brasil -, mas a base solar é 15 vezes maior: 17,5 m para cada 100 mil habitantes. Para o Brasil alcançar esta mesma proporção, tem que saltar dos atuais 3,6 milhões para 46 milhões m em placas solares.

Em 2006, o País instalou 400 mil m em novas estruturas para aquecimento solar em seu território. No mesmo ano, a China adquiriu 12 milhões m

Para Rodrigues, a iniciativa de São Paulo poderia servir de exemplo - já que 42 municípios apresentaram projetos semelhantes depois da proposta paulistana.

Ele cita que o maior mercado consumidor de equipamentos para aquecimento solar está no estado paulista, mas concentrado no interior, em cidades como Campinas e Ribeirão Preto. Na capital esta aplicação ainda é limítrofe.

Em Belo Horizonte, compara Rodrigues, há hoje cerca de 2.000 edifícios com estrutura preparada para fornecer aquecimento solar a seus moradores, impulsionados por incentivos concedidos pela Cemig, concessionário local, nos anos 80. Na capital paulista, são cinco. "Isso mesmo, só cinco", confirma Rodrigues.

Em São Paulo, não há nenhum incentivo às construtoras previsto na lei, o que irritou o setor e colaborou para o atraso da regulamentação. Segundo cálculo da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), a estrutura extra, em um prédio de 20 andares, custa R$ 95 mil - a cargo das construtoras.

"Os empreendedores não têm nenhum retorno", admite Rodrigues, "mas os consumidores sim". Ele calcula uma economia de pelo menos 30% na conta de luz de quem troca o aquecimento elétrico pela solar. (Ecopress com informações da Gazeta Mercantil - 17/12/07, às 9h00)




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